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O Brasil volta a priorizar o Diesel dos EUA

  • Publicado em 26/08/2025
  • Por: Bruno Valêncio

Em notícia veiculada na semana passada pelo Agência Eixos LEIA AQUI, o Brasil alterou a origem de suas importações de diesel no mês de agosto, direcionando o volume que predominantemente provinha da Rússia para os Estados Unidos.

No período compreendido entre 1 e 14 de agosto/25, 30,5% do total de diesel importado teve como origem o país americano, conforme o relatório de abastecimento publicado pela ANP, enquanto a Rússia foi responsável por 21%. Veja o relatório na íntegra

Durante o período analisado, observou-se uma aproximação do custo do diesel americano em relação ao diesel russo, com a diferença atingindo US$0,02/L, segundo o relatório publicado pela ANP, considerando o local de embarque, ou seja, sem os custos de fretes, tarifas, seguros e impostos.

A mudança, percebida nos últimos meses, assinala o término de um ciclo em que a Rússia dominou as importações brasileiras do produto, beneficiada por preços mais competitivos após as sanções europeias.

A reaproximação com o mercado norte-americano é impulsionada por uma confluência de fatores econômicos e geopolíticos. Por um lado, os preços do diesel norte-americano tornaram-se mais atrativos para as importadoras brasileiras. Por outro, intensifica-se o receio no setor quanto a possíveis sanções dos Estados Unidos a países que mantêm relações comerciais com a Rússia, especialmente no segmento energético.

Desde o início dos conflitos entre Rússia e Ucrânia em 2022, o Brasil tornou-se um dos maiores importadores do diesel russo, aproveitando o prêmio existente no produto, devido às sanções impostas pela União Europeia contra a Rússia, que se viu compelida a reduzir o preço de seus produtos para financiar o conflito.

Contudo, as recentes declarações do presidente Trump, com a possibilidade de impor sanções a países e empresas que adquirirem energia da Rússia, levaram os importadores brasileiros a buscar novas alternativas no mercado internacional. A expectativa é que o setor prossiga monitorando o cenário geopolítico para assegurar o abastecimento nacional e, naturalmente, aproveitar as oportunidades que possam surgir.

Por: Bruno Valêncio | Founder

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