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Combustíveis 2025: O Dilema do PPI

  • Publicado em 14/01/2026
  • Por: Bruno Valêncio

O ano de 2025 foi marcado por uma retração média de 13% nas cotações do petróleo do tipo BRENT, e, no Brasil, a desvalorização cambial média de 11% do dólar criou um panorama favorável para que as refinarias que aderem ao Preço de Paridade de Importação (PPI) pudessem reduzir os custos dos combustíveis refinados.

Conforme é de conhecimento desde 2023, a Petrobras não segue o princípio da paridade de forma estrita; ou seja, a fim de evitar repasses de aumentos e quedas de maneira mais frequente, a companhia adotou uma “Estratégia Comercial” que incorpora ao PPI outras variáveis, tais como o fator de utilização de refino, custos operacionais internos e a paridade de exportação, para deliberar sobre eventuais reajustes, notadamente no Diesel A.

O efeito disso foi a observância de preços menos voláteis no fornecimento de combustíveis pela Petrobras ao longo de 2025. Contudo, tal fato gera uma percepção equivocada, considerando que um barril nacionalizado de petróleo, negociado em Janeiro/25 por R$ 477,00/bpd, alcançou o valor de R$ 340,00/bpd em Dezembro/25, representando uma redução de 29%, benefício este que não foi integralmente repassado para os preços praticados pela estatal.

Em contrapartida à estatal, as refinarias privadas, a exemplo da ACELEN (Bahia), acompanham rigorosamente a sinergia entre o preço do Petróleo e o Dólar, e promovem atualizações semanais nos seus custos de venda dos combustíveis refinados.

Questiona-se, portanto: Em termos de precificação, qual estratégia se revela mais vantajosa: seguir o PPI ou divergir dele?

Tomaremos como referência o DIESEL A, cujo cenário acumulado de reajustes aplicados pela ACELEN em 2025 foi o seguinte:

Dentre os reajustes de redução e aumento ao longo de 2025, a ACELEN, em sinergia com as variações do petróleo e do dólar, promoveu a redução do preço médio do Diesel A de R$ 3,9131/L para R$ 3,3544/L, o que representa uma queda de 14%. Considerando o impacto final sobre o Diesel B comercializado pelas distribuidoras, a ACELEN contribuiu para a redução do custo final do diesel comercializado no estado da Bahia em R$ 0,47/L.

A seguir, analisaremos a PETROBRAS e sua “Estratégia Comercial”:

A Petrobras realizou apenas três reajustes no preço do Diesel A ao longo de 2025, concentrando-os no primeiro semestre. A companhia promoveu uma redução no custo médio do diesel de R$ 3,4676/L para R$ 3,2376/L, o que representa uma queda de 7%, com um impacto final no Diesel B de apenas R$ 0,1978/L.

Portanto, evidencia-se que a “Estratégia Comercial” adotada pela Petrobras em 2025 foi prejudicial ao mercado em geral, afetando tanto as empresas quanto a sociedade. Enquanto a iniciativa privada, por meio de empresas como a ACELEN, repassou mais de 100% das reduções no custo do diesel, seguindo uma lógica econômica de paridade internacional, a Petrobras demonstrou inércia diante da queda da commodity e do aumento do petróleo, e das projeções que indicam a possibilidade de um ano de 2026 com novas quedas no preço do Petróleo.

Para aqueles que manifestavam insatisfação com reajustes diários, semanais ou mensais, propõe-se a seguinte reflexão: O cerne da questão reside na volatilidade do reajuste ou na falta de controle sobre ele?

Para a VPricing, a dificuldade das empresas em gerenciar os reajustes, em negociar estrategicamente com as distribuidoras e em possuir uma ferramenta de controle e gestão do Cost Breakdown dos combustíveis, criou e perpetua um ambiente propício para reclamações que justificaram a intervenção do Governo Federal na política de preços da Petrobras.

A consequência prática disso é que, se em 2025 a Petrobras tivesse seguido integralmente a Política de Paridade de Importação (PPI), o mercado teria experimentado maior volatilidade, mas o custo do diesel poderia ter sido até R$ 0,20/L mais baixo do que o praticado atualmente.

Por: Bruno Valêncio • Founder

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