Na semana passada, dia 06 de novembro, a Petrobras divulgou o resultado do encerramento do 3 trimestre do ano de 2025, com resultado muito consistente. A estatal reportou um lucro líquido de R$32,7 bilhões (cerca de US$6 bilhões), um número que superou as projeções do mercado.
O resultado representa um crescimento de 23% na comparação com o segundo trimestre de 2025 (2T25) e uma leve alta em relação ao mesmo período do ano anterior (3T24).
Desempenho Financeiro
Os resultados consolidados da Petrobras mostraram robustez, apesar de um cenário com preços do petróleo (Brent) mais baixos na comparação anual.
Lucro Líquido: R$32,7 bilhões (alta de 23% vs. 2T25; leve alta vs. 3T24).
EBITDA Ajustado: R$63,9 bilhões (US$11,7 bilhões), em linha com o consenso de mercado.
Receita de Vendas: R$127,9 bilhões (US$23,5 bilhões), alta de 11,6% vs. 2T25; alta de 0,5% vs. 3T24.
Analisando por segmento de negócio, temos os seguintes números.:
Exploração e Produção: Receita de R$85,76 bilhões, com margem EBITDA de 69%.
Refino, Transporte e Comercialização: Receita de R$120,3 bilhões, com margem EBITDA de 6%.
Gás e Energia.: Receita de R$12,37 bilhões, com margem EBITDA de 9%.
Resultado Operacional
Esse foi o grande responsável pelo excelente resultado da companhia.
A produção total de óleo, gás e líquidos alcançou cerca de 3,14 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), avanço de quase 17% na comparação anual.
A produção de petróleo bruto atingiu cerca de 2,52 milhões de barris por dia no Brasil, alta de 18% no ano.
As exportações de petróleo bruto atingiram aproximadamente 814 000 barris por dia, um aumento de cerca de 36% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
Endividamento
Apesar dos números positivos de lucro e geração de caixa, o balanço trouxe dois pontos de atenção monitorados de perto pelo mercado:
A dívida líquida da empresa subiu para US$59 bilhões. O valor representa uma alta de 33,5% em relação ao 3T24 e um leve aumento de 0,8% sobre o trimestre anterior (2T25).
Embora o lucro tenha superado as expectativas, o aumento da dívida líquida e dos investimentos (Capex) acima do esperado acende um “alerta amarelo” para alguns analistas, que monitoram a disciplina financeira da companhia e o risco de uma alocação de capital menos eficiente em projetos futuros.
Por: Murilo Barco • Diretor Comercial