Mais uma vez vem à tona no mercado, reclamações sobre a questão do repasse dos reajustes aplicados pela Petrobras às distribuidoras não estar chegando na ponta, ou seja, ao consumidor PJ e PF.
Recentemente, a Petrobras através da sua presidência se manifestou afirmando que os reajustes aplicados por ela, sobretudo as quedas do diesel, não estão sendo repassados à preços pelas distribuidoras e postos de combustíveis, leia aqui. Na mesma semana vimos três frentes parlamentares (FPBio, FPA e FPe) protocalarem um projeto que determina que a Receita Federal compartilhe com a ANP as informações de notas fiscais emitidas por distribuidoras, para que possam fazer o cruzamento de dados identificando assim distorções tributárias e de práticas ilícitas que prejudicam o mercado, leia aqui.
O Problema
Hoje no Brasil toda e qualquer política pública ou privada, se consolida em preços através da distribuição. Isso quer dizer que se o governo federal isenta o imposto PIS/COFINS do diesel, para que isso se concretize em preço efetivamente, isso vai depender do “bel prazer” de uma distribuidora.
Isso serve para custo de refinaria, produto importado, custo de biocombustíveis, fretes, e até mesmo questões regulatórias como mistura de biodiesel.
Essa situação, concede indevidamente um poder econômico dominante para esse segmento da cadeia de combustíveis, e na prática o que percebemos todos os dias, são práticas de abuso deste poder por parte do segmento.
Veja como exemplo a última redução aplicada pela Petrobras em 06/Mai de R$0,16/L sobre o custo do diesel, onde o repasse pela distribuição ao consumidor PJ e PF deve ser de R$ 0,1376/L, considerando a mistura obrigatória de 86% de Diesel A, onde é prático entendermos que a queda de R$0,16 aplicado pela Petrobras às distribuidoras, não é o repasse devido ao mercado.
Entretanto, vimos repasses aplicados pelas distribuidoras de R$0,10 | R$0,08 | R$0,06, ou seja, nenhuma sinergia ou alinhamento com a prática correta de precificação e repasse de custo. Esse repasse incorreto e menor por parte da distribuição, se torna margem para essas empresas, o que corrobora com a reclamação feita pela presidente da Petrobras.
A mesma lógica ocorre com os custos do biodiesel, etanol hidratado e etanol anidro, que são commodities e que oscilam positivamente e negativamente todos os dias, se consolidando em quedas e aumentos de custos para a distribuição, mas que por muitas vezes não é repassado ao mercado por estas empresas, criando mais uma vez assimetrias de custos e preços, por esse motivo que vemos as devidas Frentes Parlamentares buscando trazer mais transparência a questão da precificação dos combustíveis.
A Solução
A solução é o CONTROLE e a COBRANÇA, face a práticas como essas de repasses indevidos pela distribuição, ou que não possuem lógica econômica. Você precisa controlar os custos e os reajustes dos preços de combustíveis de forma técnica e inteligente, e uma atitude passiva nesse mercado vai cobrar um custo muito caro de resultado para sua empresa.
Imagina que você que é um posto de combustível ou uma transportadora que adquire 100.000 litros de diesel S10 por mês, a falta do repasse de R$ 0,04/L da queda da Petrobras, representa em 12 meses um prejuízo de R$ 50.000,00
Agora imagina, que isso aconteça com o biodiesel, frete, margens, encargo, diesel importado…
O seu prejuízo na aquisição de combustíveis, pode ser maior que R$200.000,00 por ano.
E é importante frisarmos, não adianta cobrar o reajuste de R$0,16/L do posto de combustível, se não entendermos que a distribuidora não está repassando se quer o valor correto de R$ -0,1376/L da queda para o proprietário do posto. Talvez o projeto das frentes parlamentares, faça realmente sentido no apoio à fiscalização desse tema por parte da ANP.
A inteligência de mercado para os combustíveis abrange o controle de reajustes, preços, mercado e custos totais. Acompanhar estes temas sempre o colocará um passo à frente na tomada de decisões, preservando a saúde financeira do posto de combustível ou da empresa consumidora.
As grandes distribuidoras possuem áreas destinadas exclusivamente para o pricing dos seus produtos, isso quer dizer que você como comprador precisa também estar no mesmo nível de gestão de preços em combustíveis para negociar de igual maneira com essas empresas. A forma de negociar e adquirir combustíveis mudou, e a VPricing é a solução tecnológica que se coloca ao lado do comprador para ajudá-lo a estar no mesmo nível de gestão que as grandes distribuidoras do segmento.
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Bruno Valêncio • Founder
VPricing