Nada de novo no Brasil, as eleições de 2026 já começaram e com a popularidade do governo federal em baixa e inflação nas alturas obtemos a receita perfeita para o desespero político dos que estão no poder, propiciando o ambiente necessário para nomear culpados pelo desastre econômico governamental. Isso aconteceu no governo de 2019 a 2022 e novamente vai ocorrer agora no governo 2023 a 2026.
Para você que talvez não teve tempo de ver, nesta segunda-feira 17/02 assistimos perplexos o governo federal em evento da Petrobras, de forma clara, e pelo próprio presidente da república, criticar e responsabilizar os “intermediários” por distribuir e revender os combustíveis no Brasil pelos atuais preços dos combustíveis no país, em um claro momento de devaneio e ilusão, desconsiderando todo o caos econômico e de elevação tributárias causada por ele mesmo no ano de 2024.
Antes de continuar, é importante entender a cadeia dos combustíveis:
1 – Produtor (Refinarias, Importadores e Usinas) = Responsáveis por produzir e importar os combustíveis e biocombustíveis, recolhendo os Impostos Estaduais (Monofásicos) e os Federais;
2 – Distribuidora = Responsável por adquirir os combustíveis do produtor armazenando e operando logisticamente, de formar a repassar os custos e tributos cumprindo as regras de regulamentação do mercado como mistura, estoque mínimo e capacidade de operação.
3 – Mercado = B2B (Empresas) e B2C (Postos revendedores e retalhistas);
4 – Consumidor Final = eu e você.
Isso exposto, fica claro que o tal “abrasileiramento” dos preços dos combustíveis nunca daria certo, pois a cadeia é muito extensa com diversas variáveis de composição de custo para o combustível, além do custo do produtor. A exemplo temos os impostos estaduais, onde os governos dos estados é quem determinam os valores de incidência do ICMS, enquanto o governo federal tem apenas o PIS/COFINS para chamar de seu.
O engraçado é que em 2024 tivemos:
> IMPOSTOS FEDERAIS 2024
Em Jan/2024 o governo federal retoma a cobrança de impostos PIS/COFINS sobre o Diesel;
- Impacto Final = R$ +0,3271/L
> ICMS 2024
Em Fev/24, o CONFAZ (Secretários da Fazenda Estaduais) aumentou o valor monofásico do ICMS sobre a Gasolina e o Diesel;
- Impacto Gasolina = R$ +0,1521/L
- Impacto Diesel = R$ +0,1179/L
> REAJUSTE PETROBRAS GASOLINA 2024
Em Jul/24, a Petrobras reajustou o preço da gasolina em R$ +0,2000/L;
> BIODIESEL 2024
O custo do biodiesel subiu 45% em 2024 na média Brasil conforme dados da ANP, causado pelo aumento do câmbio, óleo de soja e o aumento da mistura obrigatória ao diesel final comercializado;
> ETANOL HIDRATADO 2024
O custo do Etanol Hidratado subiu 37% nas usinas de SP em 2024 conforme dados da CEPEA/ESALQ, também causado pelo aumento do câmbio e de fatores de produção.
> ETANOL ANIDRO 2024
O custo do Etanol Anidro subiu 38% nas usinas de SP em 2024 conforme dados da CEPEA/ESALQ, também causado pelo aumento do câmbio e de fatores de produção.
> REAJUSTE PETROBRAS DIESEL 2025
Em Fev/25, a Petrobras reajustou o preço do Diesel em R$ 0,2200/L.
> ICMS 2025
Em Fev/25, os estados novamente aumentaram o ICMS dos combustíveis:
- Impacto Gasolina = R$ 0,0979/L
- Impacto Diesel = R$ 0,0565/L
E tem muito mais como o custo do Diesel Importado, Dólar, Petróleo e as variações das refinarias privadas do país, mas o que queremos salientar é que os governos de Jan/24 até Fev/25 foram responsáveis por aumentar o diesel em R$ 0,5015/L só com impostos, estes tributos obviamente foram repassados pela cadeia de distribuição que impacta o preço de aquisição do mercado, que por óbvio precisa repassar isso ao consumidor final para não falir.
O grande problema dos preços dos combustíveis no Brasil, é que uma alteração tributária, de refinaria, de biodiesel, de etanol, nunca é repassada de forma correta ao MERCADO, que por tabela também não será repassado corretamente ao CONSUMIDOR FINAL, sempre há algo a mais embutido de forma perspicaz por aqueles que repassam custos ao mercado, e o governo que tem como função essencial fiscalizar abusos econômicos, principalmente destas grandes corporações, não o faz.
Então, a bola de neve vai crescendo, o dinheiro do brasileiro vai perdendo valor monetário, a situação fiscal do país se deteriora com benesses se fundamentos e a paralisação econômica, e a bomba social injustamente explode sobre um pequeno empresário de um posto de combustíveis familiar, que simplesmente é a vitrine final da composição dos preços e custos de um produto que possui uma cadeia extensa antes dele.
Nesse momento de recorde de preços e notícias econômicas ruins, o governo federal vem a público, seleciona apenas os valores da Petrobras de composição dos custos dos combustíveis para falar que ele não é o culpado, já que o Diesel custa R$ 3,70 nas refinarias, mas sim o culpado é o posto revendedor que está vendendo o Diesel a R$ 6,30/Litro, e que recebeu de repasse no dia 01/Fev/2025 um aumento da sua distribuidora de R$ 0,26/L referente ao aumento da refinaria aplicado pela Petrobras de R$ 0,22/L para essa distribuidora, enquanto o revendedor deveria ter recebido um aumento de somente R$ 0,1892/L.
Este mesmo empresário, quando identifica uma queda do custo do biodiesel se quer recebe uma ligação do seu assessor, gerente, consultor de distribuição, para dar a boa notícia de que ele tem direito a uma queda de custo em função do biodiesel sobre o seu custo de aquisição, a mesma coisa acontece com as variações de Etanol Hidratado, Anidro e Diesel Importado.
A verdade é que não podemos depender dos interesses governamentais para obtermos os melhores preços e custos dos combustíveis, os governos em momentos como esse só querem alguém para culpar e resolver sua crise de imagem, mas não estão dispostos a resolver o cerne do problema que está inteiramente localizado em Brasília/DF.
Você que é comprador, proprietário de posto revendedor, gerente, diretor responsável por aquisição de combustíveis, precisa então assumir as rédeas dos seus custos e gerenciar com unhas dentes cada centavo de queda que é devida aos preços de aquisição dos seus combustíveis, mas que não é repassado a você de forma devida, e que pode determinar a sobrevivência da sua empresa e negócio.
Comprar combustíveis é para 90% dos negócios que precisam fazê-lo, o maior custo administrável após a folha de pagamento, e portanto cada centavo de variação correta vale muito a pena de ser controlado.
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Por: Bruno Valêncio • Founder
VPricing.