O dia 01/Fev/2025 ficou para história, depois de um mês de janeiro/25 cheio de especulações e narrativas, a Petrobras anunciou aumento sobre os custos apenas do diesel em suas refinarias de 6,9%, em conjunto com uma série de alterações tributárias e custos de biocombustíveis.
E a pergunta é: “Você sabe exatamente em R$/Litro qual o reajuste devido e correto que devem impactar o seu preço de compra de diesel?”
Se você não tem certeza ou dificuldade em responder essa pergunta, fique tranquilo(a) porque o mercado de combustíveis é complexo, e essa complexidade cria um ambiente perfeito para o setor de distribuição aproveitar e majorar preço em busca de margem.
> VARIAÇÕES do DIA 01/02/2025
Para muito além do que o noticiário te informou, no dia 01/Fev tivemos 6 (seis) variações de custo para os combustíveis como um todo, e abaixo listamos
- Reajuste Refinaria Petrobras
- Atualização ICMS Monofásico
- Atualização Custo Biodiesel
- Atualização Custos Etanol Anidro
- Atualização Custos Etanol Hidratado
- Atualização PMPF Etanol Hidratado
Nestas variações temos aumentos e quedas, que no fim geram um racional de aumento ou redução devida de custo sobre o preço de compra. Entretanto, como são muitas variáveis a serem controladas, é natural você como comprador ou proprietário de posto de combustíveis se perder, ficando confuso e desinformado, e é exatamente nesse momento que o reajuste por exemplo de refinaria que deve ser de R$ 0,1892/L sobre o seu preço de compra se torna R$ 0,2600/L ou mais.
Você acha certo majorar um reajuste em cima de um aumento público de imposto?
A distribuição possui áreas de inteligência e pricing, que em momentos como esse de reajuste emite uma ordem de “estratégia de margem” para a área comercial, aproveitando-se da quantidade de variações, simplesmente assim:
Se é aumento, repassa-se um valor maior sobre o seu preço de compra;
Se é queda, repassa-se um valor menor sobre o seu preço de compra;
Nestas ocasiões o assessor, consultor, gerente de território, que está no dia a dia com você torna-se um simples fantoche, não tem poder de decisão, onde sequer passa sobre ele um filtro ou consulta do que é possível ser feito. Entretanto, tem como função ser um “Testa de Ferro”, e de forma desesperada tentar te convencer sobre algo totalmente indevido.
Faça o teste, verifique em sua Empresa/Posto, qual foi a variação de custo de diesel no dia 01/02/2025 aplicado sobre o seu preço de compra em relação ao preço do dia 31/01/2025.
Você deve até se questionar: “Mas o preço não é livre no Brasil?
E a resposta é SIM, o preço final de venda de combustíveis é livre no Brasil, mas as variáveis que compõem esse preço, não são simplesmente determináveis a bel prazer.
Veja o exemplo do custo de refinaria Petrobras, este custo é público por determinação de uma portaria da ANP, ou seja, o preço do Diesel A que compõe o seu preço final de compra em 86% e é vendido às distribuidoras, é determinado economicamente pela Petrobras e não pela distribuidora. Logo, qualquer variação deste item tem que seguir exatamente o valor que a Petrobras informa.
Resumindo, o preço é livre, porque as variáveis que o compõem precisam oscilar atualizando o preço final. A prova disso é o fato de que mesmo o governo federal “abrasileirando” os custos dos combustíveis nas refinarias, tivemos alta de 10% no preço da gasolina vendida pelos postos em 2024. O que podemos questionar é se a variação está de acordo com os índices oficiais, mas nunca dizer que o preço não é livre.
Seguindo essa lógica do custo da refinaria, o mesmo acontece com os biocombustíveis, impostos, CBIOS, encargos, e a margem, para todas essas variáveis precisa existir uma lógica econômica, uma referência de variação e atualização em seu preço de compra.
Então, qual a lógica econômica de aumento de margem? De quanto em quanto tempo é atualizável? Você negociou isso? Está no seu contrato a cláusula de reajuste de margem ou de preços? Qual índice utilizado?
Qualquer aumento sem fundamento no direito econômico pode ser caracterizado como aumento arbitrário de margem e abuso de poder por posição dominante.
E porque dominante?
Simplesmente porque muitas vezes você não é comunicado sobre tal variação ou possibilidade, e muitas vezes você não tem a opção de trocar de fornecedor no meio da vigência de um contrato, ou no caso dos combustíveis que empresas e postos de combustíveis só podem adquirir o insumo por meio de uma distribuidora ou TRR, não podem comprar direto da Petrobras. E assim você se torna refém de uma relação comercial abusiva com a distribuição, sem estar com as variáveis do seu preço parametrizado.
E como posso me blindar contra isso?
Hoje o melhor mecanismo para se blindar destas “inconsistências” é a gestão dos preços de compra de combustíveis, e controlar completamente todas as variáveis e variações que compõem o seu custo de compra de diesel, por exemplo. Assim você antecipa movimentos, discute comercialmente pautado em dados, e foge de narrativas, e inclusive em um pior cenário possui todos os subsídios necessários para uma atitude jurídica dentro da sua empresa, se necessário.
A Valêncio Pricing é uma empresa pioneira nessa gestão, controlando diariamente todas as variáveis de custo dos combustíveis, e fornecendo a você inteligência de mercado para acompanhar seus preços de compra auxiliando na tomada de decisão.
Veja um exemplo do nossa plataforma:

Portanto, se você está com problemas para controlar os reajustes da distribuidora sobre os seus preços de compra, entre em contato com a gente. CLIQUE AQUI, faça um breve cadastro para que possamos marcar uma reunião de demonstração de todas as soluções que podemos oferecer para sua necessidade de controlar o maior custo da sua empresa.
Por: Bruno Valêncio • Founder
VPRicing.