O que podemos afirmar, até o momento, é que o impacto tributário da atualização do valor monofásico do ICMS cobrado sobre o diesel no Brasil acontecerá no dia 01/Fev/25, e esse impacto será de R$0,0565/L.
No caso de um movimento Petrobras de reajuste sobre o diesel devemos analisar:
> Dinâmica Petróleo de 20/01 a 28/01
A posse do novo presidente dos EUA em 20/01 causou uma reviravolta nas cotações do petróleo, veja:

Em nossa plataforma você acompanha os indicadores em tempo real, e como apresentado acima o BRENT recuou -6,33%, o WTI -7,58% e o Dólar -2,79% tudo isso em 10 dias apenas. A defasagem sobre o Diesel A Petrobras que era de -15% em 20/01 até 28/01 está em -9%.
Este cenário de alívio colabora para uma manutenção, mesmo que breve neste momento, dos atuais preços de comercialização de diesel pela Petrobras.
> Reunião Conselho Petrobras
Na última quarta-feira, 29/01, ocorreu a reunião de conselho da estatal para analisar os resultados do 4T24, e na oportunidade a diretoria apresentou os cálculos do modelo interno de precificação, e segundo informações de bastidores a diretoria indicou que não há necessidade de reajuste, pelo menos neste momento, e de que os preços estão dentro dos limites definidos pela empresa.
O conselho de administração tem por finalidade acompanhar e zelar pelo cumprimento das regras, metas e atividades da Petrobras, não definem os preços de comercialização.
> Governo e Inflação
O governo federal está em crise de popularidade, principalmente causado pela elevação do custo de vida para os brasileiros. Um aumento de combustível neste momento, gera impacto em cadeia sobre tudo o que é transportado em território nacional, e evidentemente o governo não quer mais um problema para ter que tratar neste momento sobre sua imagem, visando a eleição de 2026.
> Cuidado com o repasse da distribuidora
Não podemos afirmar com 100% que a Petrobras não irá reajustar os custos do diesel, isso é uma decisão da empresa. O fato é que hoje o cenário é mais favorável pela possibilidade de manutenção dos atuais preços.
Entretanto, você deve tomar muito cuidado com o repasse de reajuste tributário que será aplicado pelo seu fornecedor em 01/Fev. Você sabe que esse repasse é de imposto (ICMS), e tem um valor definido pelo CONFAZ, sendo o mesmo valor para todo território nacional.
O problema é que esse imposto é cobrado no valor de comercialização do combustível praticado pela distribuidora ao mercado B2B e B2C, e esse momento de reajuste público é muito utilizado pela distribuição para capitalizar margem, repassando aumento majorado sobre o seu preço de aquisição do combustível em conjunto com o repasse do tributo
Na prática, o reajuste de ICMS é R$0,06/L mas você pode identificar um repasse da distribuidora de R$0,12/L.
Para além do fato de que isso é um crime econômico por posição dominante, moralmente é uma atitude deplorável, de oportunismo, que visa apenas o próprio lucro em detrimento de empresas que são muito menores, e que por contrato dependem do produto comercializado pela distribuição.
Você deve ficar muito atento a esse movimento de reajuste, não deve aceitar nenhum valor adicional de reajuste que não tenham fundamentação e parâmetros claros
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Por: Bruno Valêncio • Founder
VPricing.