Reta final do ano de 2024, ano marcado por um cenário muito desafiador no segmento de combustíveis.
Iniciamos o ano de 2024 com um impacto importante no diesel, a reoneração integral do PIS/COFINS, que gerou um impacto direto no custo de aquisição de R$ 0,3271/L, além dessa movimentação de impostos, também tivemos a alteração do ICMS monofasico um mês após a reoneração dos impostos federais, gerando um impacto de alta para gasolina e diesel, de respectivamente R$ 0,1521/L e R$ 0,1179/L, e não paramos por aí, em primeiro de março houve a alteração da mistura de biodiesel, subindo dos então 12% para 14%, o que também trouxe um impacto de alta no custo de aquisição do diesel.
Enquanto acompanhamos o ano com apenas 1 alteração de preços por parte da Petrobras, que realizou uma alta no preço da gasolina em julho, fazendo com o que o custo nas refinarias subisse R$ 0,20/L, vimos nas refinarias privadas, cerca de 60 alterações de preços ao longo do ano, com impactos semanais, trazendo grandes desafios, para quem são atendidos por elas, pois se mostra de extrema importância, ter um gestão dos reajustes e também de estoques, para evitar de estar com tanques cheios em momentos de queda, ou tanques vazios em momentos de alta. E mesmo a Petrobras não seguindo mais o PPI, as refinarias privadas, tradings e distribuidoras seguem à risca.
E os impactos no custo final dos produtos, considerando suas respectivas misturas, foram os seguintes.:
ACELEN



BRAVA ENERGIA (3R)


REAM



Acompanhamos também um ano muito desafiador, principalmente pela variação positiva do dólar, que, saltando de um valor médio de R$4,91 em janeiro para mais de R$6,00 agora em dezembro.

E essa alta impacta diretamente toda cadeia produtiva, e o combustível sofre isso diretamente, pois temos uma dependência importante de diesel importado e os insumos para produção de biodiesel tem seu valores cotados em dólar, gerando até o momento os seguintes impactos, segundo os dados oficiais da ANP.


O ano de 2024 para o segmento foi um ano de intensas movimentações e desafios, principalmente de cunho altista, gerando assim um aumento de custos nas operações de transportes e também da necessidade de capital de giro dos postos e empresas consumidoras.
O mesmo movimento foi sentido no etanol, que iniciou o ano cotado abaixo de R$2,00 nas usinas no principal mercado consumidor do país, e vem encerrando o ano próximo dos R$2,70.

Com isso vemos o poder de compra de toda população sendo corroído, pois com o mesmo valor em R$, compramos menos produto. Por isso é de extrema importância ter uma gestão muito próxima dos custos, pois qualquer centavo que fica na mesa, em um mercado onde os volumes são relevantes, isso representa um valor monetário expressivo. E cada dia que passa, vemos o mercado evoluir, e a gestão precisa acompanhar essa evolução, para que seu negócio tenha sucesso.
O ano de 2025 está se aproximando, e os desafios prometem ser grandes no ano que se aproxima, e nós da VPricing, estaremos aqui, prontos para acompanhar essa evolução e com novidades, para otimizar a gestão de compra do seu negócio.
Por: Murilo Barco • Diretor Comercial
VPricing.