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Preço do etanol em queda livre nas usinas

  • Publicado em 21/07/2023
  • Por: Murilo Barco

Temos visto desde meados de abril/23, quedas constantes no preço do etanol nas usinas..ah mas é porque a safra começou, possivelmente essa deve ser a justificativa.

Mas vamos olhar o cenário não só pelo lado da produção, ou seja, a oferta do produto. Temos como um produto “concorrente” do etanol à gasolina, que desde a mudança da política de preços da Petrobras, sofreu queda nas refinarias, mesmo com o cenário não apontado para esses movimentos. E esse movimento pressiona o etanol nas usinas, fazendo com que ele deixe de ser vantajoso em relação a gasolina.

Estamos no pico da safra de cana de açúcar, com a expectativa de uma safra muito boa, porém mesmo com as quedas constantes, a venda de etanol não deslancha, segundo a ANP, temos uma queda nas vendas no país de aproximadamente 10%, em relação ao ano de 2022, considerando os dados de Jan à Maio.

Isso pode ser explicado também, pelo preço da gasolina, que está muito defasada em relação ao mercado externo, hoje a diferença está em torno de 22%, segundo nosso modelo de tendência.

Muito se escuta falar na questão ambiental, mais cenário nesse momento é muito mais favorável para o combustível fóssil do que para o biocombustível.

Mas muito mais do que relatar a queda nos preços, queremos saber se você como revendedor, vem sentindo essa queda na mesma proporção no seu custo de aquisição?

Pelo que vemos, a grande maioria não recebe isso na mesma proporção, e isso acaba virando resultado das distribuidoras, que no momento de alta, chegam a realizar repasses pelo menos duas vezes na semana, alegando que o custo do etanol vem subindo nas usinas, mas quando o cenário é para realizar baixas, a velocidade do repasse chega a passos lentos, quase parando.

Vemos isso no mercado dos postos Bandeira Branca, onde a diferença em relação as grandes distribuidoras chegam a pelo menos R$ 0,30/L, isso porque hoje é possível carregar etanol diretamente nas usinas, ou seja, não é produto ruim ou o famoso “barriga de aluguel”, é direto no produtor. E os principais clientes das usinas, são as grandes distribuidoras, que embolsam grande parte dessa margem, que poderia beneficiar não somente os postos, mas a população como um todo.

Portanto, se atente se você que está no dia a dia, negociando vem recebendo as quedas, e sim “brigue” por ela, pois esse resultado está indo apenas para um único bolso, que pode ter certeza que não é do dono do posto.

Por: Murilo Genari Barco | Diretor Comercial

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