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Mudança tributária e as restrições de produto, qual a ligação entre elas?

  • Publicado em 16/06/2023
  • Por: Murilo Barco

Estamos caminhando para mais um final de mês, com mudanças importantes relacionadas aos impostos dos combustíveis.

Para relembrar, em março desse ano, tivemos uma reoneração parcial dos impostos federais (PIS/COFINS) na gasolina e no etanol, e a medida provisória que foi publicada, tem um prazo de validade, que se encerra agora em 30/06, e ao que tudo indica até o momento, é de que ela não será prorrogada, e com isso teremos a volta total do PIS/COFINS na gasolina e no etanol, e com ela um impacto de aumento no preço dos combustíveis, algo em torno de R$ 0,33/L na gasolina e R$ 0,22/L no etanol.

Relembrando as recentes mudanças que tivemos nos impostos estaduais com a entrada da monofasia do ICMS do diesel em abril e da gasolina em maio, onde essas mudanças geraram aumento na grande maioria dos estados, vimos uma enxurrada de restrições por parte das distribuidoras, com a desculpa de que havia restrição de produto.

Mas vejam que interessante, os fatos nos mostram ao contrário, segundo a Petrobras, um dos principais agentes abastecedores do nosso país, suas refinarias fecharam maio com o maior fator de utilização 95% e em maio a empresa informou que bateu recorde de produção de diesel S10 no país, com a marca de mais de 2 bilhões de litros. Segundo dados da ANP, importamos até abril, cerca de 500 milhões de litros a mais de gasolina do que no ano de 2022, estamos em plena safra da cana de açúcar, com oferta de etanol disponível para o mercado.

Não tivemos greve ou paralisação de refinarias, fatores esse que poderiam interferir na produção e ocasionar um desabastecimento pontual, qual o motivo então de restringir produto?

Como disse no início do texto, estamos nos aproximando de uma mudança importante com a previsão de aumento de custo de produto, alguém acredita que teremos restrições novamente?

Isso se chama custo de oportunidade, porque não aproveitar o momento para segurar estoques altos, e no dia seguinte pós aumento, repassar isso para o cliente, já que seu estoque antigo estava com preço mais baixo e agora você poderá vende-lo com um plus considerável, o quanto isso não representa de ganho de margem dentro de um volume gigantesco.

Imagina se o dono de posto resolve fazer essa mesma prática, órgãos de fiscalização, imprensa, consumidores, o crucificariam, agora as empresas que abastecem esses postos fazer isso, é algo “normal” dentro do mercado, e ninguém enxerga isso, pois quem é visto pelo grande público são os postos.

Os postos são o último elo de uma cadeia gigantesca, porém eles são os primeiros a serem os bodes expiatórios.

Por: MURILO GENARI BARCO | Diretor Comercial

www.valencioconsultoria.com.br

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