Passamos o mês de abril, mês que existia uma grande expectativa do que iria acontecer com os preços dos produtos nas refinarias, principalmente em relação a Petrobras, que manteve o preço do diesel no mercado interno, bem acima do mercado externo, por um período bem longo, desde o seu último reajuste, que havia sido aplicado em 23/03. E final ao apagar das luzes a empresa aplicou uma redução de R$ 0,38/L, que entrou em vigor no dia 29/04.
Com isso vamos mostrar um pouco do que aconteceu de variações para os principais produtos, gasolina, etanol e diesel, utilizando o mercado de SP como exemplo. Sempre levando em consideração dados oficiais, como Petrobrás, ANP e Confaz.
Vamos iniciar pela Gasolina, acompanhando as variações de refinaria, produto importado, PMPF e Esalq.
Segundo dados da ANP, em 2023 tivemos uma dependência de gasolina importada de 12,53%.

Mas como sabemos cada distribuidora tem um mix de importado de diferente, por esse motivo para o produto A, estamos considerando a variação absoluta, ou seja, a variação acumulada sem cálculo de mix. Já para o anidro, o impacto é considerando a variação da Esalq x a mistura de 27%, ou seja, o valor é o impacto final. E para PMPF a variação publicada pelo Confaz.
A lógica segue a mesma para o etanol, onde estamos considerando variação Esalq acumulada de abril e variação do PMPF.

E para o diesel seguimos com o mesmo entendimento da gasolina, consideramos as variações absolutas de Petrobras, importado entrando no porto de Santos, sem qualquer cálculo de mix, biodiesel sim, o impacto já é considerando o mix de 12%, ou seja, é o impacto final, e PMPF do diesel S10 em SP.

A título de curiosidade, segundo dados da ANP, importamos até março pouco mais de 25% do diesel consumido em nosso país.
A importância de analisar essas variáveis, é ver se seu preço de custo variou nessa mesma proporção, pois uma boa negociação junto ao seu fornecedor, contempla essas variações. E muito dinheiro pode estar sendo deixado na mesa.
Nos grandes consumidores existe uma prática de se aplicar fórmula paramétrica, com o objetivo de mitigar possíveis variações indevidas, já para os postos isso algo que não vemos. E no mercado em que vivemos hoje, onde cada vez mais existe a necessidade de monitorar todas as variáveis, vale-se pensar em uma mudança de estratégia de negociação, pois as distribuidoras sempre vão se utilizar de artifícios para ganho de margem, e grande parte dessa margem que é capturada, é pela falta de conhecimento de monitorar as variáveis e deixar claro junto ao seu fornecedor, como serão aplicadas as variações ao longo de um contrato.
Você comprador de combustíveis, está acompanhando o seu custo da forma correta? Sabe dizer se está recebendo as variações da forma que deveria receber? Tem dúvidas se está monitorando as variáveis? Se para algumas dessas perguntas você não tiver a respostas, nós da Valêncio Consultoria podemos te ajudar.
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Por: MURILO GENARI BARCO | Diretor Comercial
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